Por que o cobre precisa de limites completamente diferentes consoante o povoamento
O cobre é um dos poucos valores em que os limites seguros dependem enormemente do que se mantém no aquário. Os peixes toleram geralmente concentrações baixas de cobre sem problemas evidentes — já os camarões, caracóis e outros invertebrados são extremamente sensíveis mesmo a frações mínimas dessa quantidade, uma vez que o cobre é diretamente tóxico para o seu metabolismo (incluindo a hemocianina, a sua proteína transportadora de oxigénio).
Para um aquário com camarões ou caracóis, a regra prática é: o valor-alvo é 0, exatamente como no caso da amónia ou do nitrito.
De onde vem o cobre
Canos de cobre em edifícios mais antigos: a fonte mais frequentemente negligenciada — a água da torneira proveniente de canalizações antigas de cobre pode conter quantidades significativas de cobre, especialmente se a água tiver ficado parada nos canos durante algum tempo.
Medicamentos à base de cobre: muitos tratamentos clássicos contra o ich e algicidas usam sulfato de cobre como princípio ativo — algo absolutamente proibido em aquários com camarões.
Equipamento contaminado: equipamento usado que tenha estado previamente em contacto com medicamentos à base de cobre pode deixar resíduos.
Alguns fertilizantes: alguns fertilizantes de oligoelementos contêm pequenas quantidades de cobre como micronutriente.
O que fazer perante valores elevados
Testar a água da torneira previamente: especialmente em edifícios mais antigos, faça um teste de cobre uma vez antes da primeira troca de água de um novo aquário de camarões.
Deixar correr a torneira brevemente: antes de recolher água da torneira, deixe-a correr por um momento para eliminar a água que esteve parada nos canos.
Usar carvão ativado: liga-se eficazmente ao cobre dissolvido e é uma boa medida de emergência em caso de contaminação conhecida.
Troca de água: dilui a concentração, mas não resolve a fonte de forma permanente — investigue a causa em paralelo.